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Brasil, o país nação?

O Brasil enfrenta, enquanto país – desde seu surgimento – graves problemas, os quais o impedem de tornar-se uma nação. Problemas como: educação, saúde, trabalho, corrupção e segurança possuem como base o primeiro entre os percalços aqui listados.

Em torno da formação e composição do território nacional, circundam algumas teorias. A que nesta oportunidade será utilizada versa sobre o fato de este país ter sido colonizado enquanto exploração e não como povoamento, diferente de países como os Estados Unidos. Em decorrência disto, nenhuma estrutura de permanência foi pensada em vias de comportar um futuro lugar para que, também, seus colonizadores ali residissem.

Deste modo, tem-se conjuntamente com o fato de os brasileiros supervalorizarem os outros países em detrimento do seu – o que pode ser ilustrado pelo não tão recente crescimento de viagens e gastos exorbitantes em outros países –, pois não foi alimentado o sentimento de pertença a um país, com suas ações e manifestações, requisitos necessários a uma nação. Com exceção do carnaval e do futebol, traduzidos no advento do Pré Caju e da Copa do Mundo, respectivamente, é bastante difícil – mas bem possível – que os sergipanos/brasileiros se unam em torno de uma mesma questão que não envolva a dinâmica do Panis et Circencis, tais como as citadas no início do texto.

Nesta mesma base, está o fato de que os problemas enfrentados pela antiga Terra de Santa Cruz, tais como educação, corrupção, saúde, trabalho e segurança, possuem a educação como base para sua resolução, visto ser esta, a mais abrangente das ações humanas, pois se educa para vida (trabalho, culturas, saúde, seriedade, consciência, segurança etc.). Isto é assim, pois, um país nação desenvolvido terá um povo bem educado e este, ao cuidar de sua higiene, com hábitos cotidianos, não sobrecarregará o sistema de saúde, deixando-o para situações mais complexas. Esse mesmo povo utilizará a educação recebida para se preparar satisfatoriamente, também, para o mercado de trabalho e, tendo trabalho, educação e saúde, dignamente, não atentará – com motivos – contra a segurança e patrimônio de outrem, nem tão pouco descuidará do seu, salvo as anomalias.

É oportuno pensar uma autovalorização conjunta, e um mais expressivo e prioritário investimento em educação, aquela por parte tantos dos brasileiros que visitam outros países quanto dos que aqui ficam, e este por parte dos governantes com fiscalização dos interessados, sem esquecer, é claro, de lutar por este e tantos outros direitos sociais, mesmo que para tanto seja necessário abrir mão de grandes eventos – Copa do Mundo, Pré-Caju, Olimpíadas e afins – os quais legarão ainda mais problemas ao nosso povo já tão sofrido e enganado. Tal como nas jornadas de manifestações acerca das insatisfações sociais, ocorridas no mês de Junho, é urgente que saiamos da plateia rumo aos palcos das transformações que necessitamos!

Por Fernando Gramoza.
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