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Educação compartilhada

Não é novidade, talvez seja óbvio. Educação é um dos temas mais debatidos na sociedade. Mas o tema não deve ser esgotado, antes sempre discutido.

Na modernidade, temos um grande desafio para com essa atribuição do intelecto humano. Essa competência vem sendo deixada única e exclusivamente a encargo dos pedagogos. Os pais tem transferido o seu dever pra escola, e isso está inflando o sistema educacional que digamos de passagem, já é frágil.

Os pais, na maioria das vezes, delegam autoritariamente a função de educação aos professores. Se já não bastasse as condições de trabalho e os baixos salários e a desvalorização da categoria, os profissionais da educação estão encarregados de educar os filhos que nem os pais irresponsáveis tem mais paciência. Isso por um motivo melhor explicado por uma questão: você sabe dizer “não”? As famílias estão em declínio, em grande parte por não impor limites em seus filhos ainda quando são crianças. Nada pode ser mais contagioso que a repetição de um ato. Se os pais criaram suas crianças sempre com a lógica de um “sim” pra qualquer capricho dos filhos, eles crescerão sem qualquer noção de respeito e limites na sociedade.

São esses adolescentes que não aceitam uma nota baixa em uma prova e tentam agredir professores. E, seríamos farsantes se achássemos que isso se resume à esfera da educação pública. Na educação particular, profissionais tem que aturar alunos mau criado, e muitas vezes frases do tipo: “quem paga seu salário sou eu”, isso quando não suportam coisa pior.

Dito isso, cabe a reflexão sobre lutas por melhorias na educação. Será que antes de exigirmos educação pública de qualidade, não deveríamos tentar acompanhar a educação e desempenho dos filhos em suas escolas? Na maioria das vezes os pais nunca vão às escolas, nem em reuniões de pais e mestres. Muitos nem se dão ao trabalho de uma ligação ou de irem após a reunião pedir informações sobre o encontro.

Portanto, lembremos que é corriqueiro o pensamento que a escola é uma segunda casa, ou extensão da primeira. Mas não devemos esquecer que para ser a segunda, a primeira deve cumprir com suas obrigações.

Por Edivan Santtos
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