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Famílias são despejadas de imóvel na Coroa do Meio

Cerca de 10 famílias precisam desocupar as casas ainda hoje,17, no bairro Coroa do Meio. A ordem de despejo foi fruto de uma ação de reitegração de posse. A desocupação das residências ocorre desde às 6h da manhã. Segundo o oficial de Justiça, Jailton Tavares, o processo tramita há 12 anos.

O pedreiro, Carlos Alberto dos Santos, mora há 13 anos em uma das casas que está sendo desocupada. Ele conta que antes da construção só havia mangue. “Aterramos o terreno e como sou pedreiro fui construindo a minha casa. Gastei cerca de R$ 4 mil com material de construção. Não temos para onde ir, e não sei como vai ser, pois tenho um filho de dois anos”, desabafa.

Carlos diz ainda que há cerca de três anos houve uma audiência no Ministério Público. Na audiência ficou definido que um perito faria a análise do terreno para que os moradores fossem indenizados. “A gente sabe que não vamos ser indenizados, pois agora disseram que só depois da desocupação. Desde semana passada o oficial veio aqui e avisou que aconteceria a desocupação, mas não temos nenhuma garantia ou indenização pelas casas”, afirma Carlos Alberto.

A professora Neide Alencar, que mora há 14 anos no terreno, conta que o perito já realizou a análise da sua residência, mas não foi apresentado nenhum valor da indenização. “No caso pelo menos eles já analisaram, mas muitos moradores não passaram pela análise”, conta Neide. Ela mora com o esposo, uma sobrinha e dois filhos, que também não sabem para onde ir.

Justiça

O oficial de justiça, Jailton Tavares, informou que desde o início do ano os moradores foram comunicados da desocupação. “A ação já tem mais de 12 anos, e há uma semana ficou combinado que a saída aconteceria hoje. Quanto às indenizações, em audiência foi definido que um perito faria a análise das residências”, explicou. O oficial ressaltou que o terreno pertence ao deputado estadual Luiz Garibalde Rabelo Mendonça. O Portal Infonet entrou em contato com o deputado Garibalde que informou que o terreno está em seu nome, mas foi vendido há mais de 15 anos para outro proprietário. "O terreno não pertence mais a mim, pois foi vendido a muito tempo atrás. Não sei por qual motivo a transferência não foi feita", ressalta.

Para garantir a segurança na reintegração de posse policiais militares do Batalhão de Choque e da Companhia de Policiamento de Trânsito ( CPTran) foram acionados.

Por Adriana Freitas e Kátia Susanna / Portal Infonet
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